Geração distribuída: painéis solares conectados à rede elétrica

Crédito de carbono no Brasil: como funciona e quais as vantagens

O crédito de carbono é um certificado que representa uma tonelada de gás carbônico equivalente (tCO2e) evitada ou retirada da atmosfera. Hoje, no Brasil, ele é negociado no mercado voluntário. Além disso, com a Lei 15.042/2024, ele passa a ter também um mercado regulado, o SBCE.

Resumo rápido

  • O que é: 1 crédito de carbono = 1 tCO2e reduzida ou removida, comprovada por um projeto verificado.
  • Onde é negociado: no mercado voluntário e, com a Lei 15.042/2024, também no mercado regulado.
  • Para empresas: o caminho é medir, reduzir e só depois compensar as emissões.

O que é crédito de carbono?

Em resumo, o crédito de carbono é um ativo ambiental. Ou seja, cada crédito corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono equivalente que um projeto conseguiu evitar ou remover. Assim, quem reduz emissões pode vender esse resultado, e quem ainda emite pode comprar créditos para compensar parte do impacto. Então, para entender o conceito em detalhes, veja a cartilha do IPAM sobre o mercado de carbono.

Como os créditos são gerados?

Em primeiro lugar, um projeto precisa provar, com uma metodologia reconhecida, que reduziu ou removeu emissões. Por exemplo: reflorestamento, conservação de florestas, aproveitamento de biogás, tratamento de resíduos e eficiência energética. Depois, o resultado passa por validação, monitoramento e verificação independente. Só então os créditos são emitidos e podem ser negociados.

Onde o crédito de carbono é negociado?

Em geral, o Brasil tem dois caminhos. No mercado voluntário, empresas compram créditos por decisão própria, por exemplo, para cumprir metas de ESG. Nesse caso, os créditos seguem padrões internacionais de certificação, e a qualidade do projeto define a credibilidade do crédito.

Por outro lado, a Lei 15.042/2024 criou o mercado regulado, o SBCE. Nele, empresas de setores que emitem muito vão ter de relatar e, em alguns casos, compensar emissões. Para ver as regras, os setores e o cronograma, entenda como funciona o mercado de carbono no Brasil e o SBCE.

Quais são as vantagens do crédito de carbono para o Brasil?

Sem dúvida, o Brasil reúne condições favoráveis para esse mercado. Afinal, o país tem florestas, um agronegócio forte e uma matriz elétrica com muitas fontes limpas. Por isso, o crédito de carbono pode trazer vantagens em três frentes:

  • Ambiental: financia projetos que reduzem emissões e preservam recursos naturais.
  • Econômica: cria uma nova fonte de receita para quem reduz emissões e atrai investimentos em tecnologias limpas.
  • Social: gera empregos e movimenta economias locais ligadas aos projetos.

Como empresas podem participar do mercado de crédito de carbono?

Em geral, o caminho tem três passos:

  • Medir: fazer o inventário de emissões para saber de onde vêm os gases de efeito estufa da operação. Para começar, veja como calcular a pegada de carbono.
  • Reduzir: cortar o que for possível com eficiência energética, logística e uso de energia limpa. Entenda também o que é descarbonização.
  • Compensar: comprar créditos de qualidade para as emissões que restarem, ou desenvolver projetos que gerem créditos.

Por fim, é importante comunicar tudo com transparência, mostrando o que foi medido, reduzido e compensado. Para isso, o relatório de sustentabilidade no padrão GRI ajuda, por exemplo, a organizar os dados.

Cuidados: qualidade, rastreabilidade e greenwashing

Sem dúvida, nem todo crédito tem a mesma qualidade. Por isso, antes de comprar, vale conferir três pontos:

  • Adicionalidade: o projeto só reduziu emissões por causa do financiamento dos créditos.
  • Rastreabilidade: o crédito está registrado e pode ser acompanhado do início ao fim.
  • Sem dupla contagem: a mesma redução não é vendida ou contada por mais de uma empresa.

Da mesma forma, o crédito de carbono não substitui a redução das próprias emissões. Afinal, quando a empresa só compensa, sem reduzir, o risco de greenwashing aumenta.

Crédito de carbono e energia limpa

O crédito de carbono serve para compensar emissões. Já a energia limpa reduz as emissões ligadas ao consumo de eletricidade antes mesmo de compensar. Na ClickLivre, por exemplo, o cliente recebe créditos de energia, em kWh, na conta de luz, e as empresas comprovam a origem limpa com o Click REC.

Para entender o papel de cada instrumento, veja a diferença entre selo verde e certificado de energia renovável. Para empresas, veja também como a energia solar para empresas entra nessa estratégia.

Reduza as emissões da sua conta de luz com a ClickLivre

Como você viu, reduzir emissões vem antes de compensar. Nesse sentido, a ClickLivre opera fazendas solares em Minas Gerais e injeta energia limpa na rede da Cemig. Em seguida, os créditos de energia são compensados na sua conta de luz, sem obra e sem investimento. Além disso, as empresas podem comprovar a origem limpa da energia com o Click REC.

Então, simule sua economia e veja como começar.

Perguntas frequentes sobre crédito de carbono

O que significa crédito de carbono?

Em resumo, é um ativo que representa uma tonelada de CO2 equivalente reduzida ou removida da atmosfera por um projeto verificado. Além disso, ele pode ser negociado no mercado voluntário e, no futuro, no mercado regulado.

Quem pode comprar crédito de carbono?

No mercado voluntário, empresas de qualquer porte podem comprar. Por outro lado, no mercado regulado, cobrir as emissões será obrigatório para quem emitir mais de 25 mil tCO2e por ano.

Pessoa física pode comprar créditos?

Sim, no mercado voluntário, por meio de projetos que vendem créditos certificados. Por exemplo, para compensar as emissões de uma viagem.

Quanto vale cada crédito?

Na verdade, não há um preço único. Em geral, o valor muda conforme o tipo de projeto, a certificação e o mercado.

Compensar substitui reduzir as emissões?

Não. Na verdade, o ideal é reduzir as emissões primeiro. Depois, o crédito de carbono cobre só o que não der para evitar.

Energia solar gera crédito de carbono?

Projetos de energia limpa podem gerar créditos de carbono no mercado voluntário, se cumprirem as regras de certificação. Já o cliente da energia solar por assinatura recebe créditos de energia, em kWh, que reduzem a conta de luz.


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