Como funciona a energia solar em condomínio? O que o síndico precisa saber

A conta de energia de um condomínio é uma das despesas fixas mais difíceis de controlar. Iluminação das áreas comuns, bombas d’água, elevadores, portaria e câmeras de segurança somam um consumo considerável todo mês, e qualquer reajuste da distribuidora impacta diretamente o valor do condomínio.

Não é à toa que síndicos e administradoras têm buscado alternativas para reduzir esse custo. A energia solar aparece com frequência nessa conversa, mas a dúvida que fica é: como isso funciona em um condomínio? Precisa de assembleia? A instalação é viável em qualquer prédio? E os moradores também podem se beneficiar?

Essas perguntas têm respostas, e entendê-las ajuda a tomar uma decisão mais informada.

Dois caminhos diferentes: áreas comuns e unidades privativas

O primeiro ponto que o síndico precisa entender é que energia solar em condomínio pode significar coisas diferentes dependendo do que se quer resolver.

O primeiro caminho é instalar painéis solares no telhado ou em áreas disponíveis do condomínio para reduzir o consumo das áreas comuns. Nesse caso, a geração beneficia diretamente a conta do condomínio, que cobre elevadores, iluminação, bombas e portaria. É uma decisão coletiva, envolve investimento compartilhado e precisa passar por assembleia.

O segundo caminho é o modelo de assinatura de energia solar por meio da geração distribuída compartilhada, em que cada unidade, ou o próprio condomínio, assina um plano com uma empresa que opera fazendas solares. Não há instalação de painéis, não há obra e não há necessidade de aprovação de projeto junto à distribuidora. Os créditos aparecem diretamente na fatura de cada unidade consumidora cadastrada.

Os dois modelos têm vantagens e limitações diferentes. O mais adequado depende do objetivo, do perfil do condomínio e da disposição dos condôminos.

Instalação de painéis no condomínio: o que envolve

Instalar um sistema fotovoltaico no condomínio é uma decisão de médio a longo prazo. Envolve contratação de empresa especializada, projeto técnico, aprovação junto à CEMIG e aprovação em assembleia de condôminos, já que representa uma benfeitoria de uso comum.

O custo inicial pode ser elevado, dependendo do tamanho do sistema e da estrutura do condomínio. O retorno do investimento costuma levar alguns anos, mas depois desse período o benefício é significativo, especialmente em condomínios com alto consumo nas áreas comuns.

Alguns pontos que o síndico precisa verificar antes de seguir por esse caminho:

  • O telhado ou área disponível tem estrutura adequada para suportar os painéis? 
  • Há sombreamento que possa comprometer a geração? 
  • O sistema elétrico do condomínio comporta a integração com a geração solar? 
  • A distribuidora já tem capacidade de conexão disponível na região?

Essas questões precisam de laudo técnico antes de qualquer decisão.

Assinatura de energia solar: o caminho sem obra para condomínios

Para condomínios que querem reduzir o custo das áreas comuns sem investimento inicial e sem obra, o modelo de assinatura é o caminho mais direto.

O condomínio, como pessoa jurídica com CNPJ e ligação ativa na CEMIG, pode assinar um plano com a ClickLivre. A energia gerada nas fazendas solares é injetada na rede da CEMIG e registrada como créditos vinculados à unidade consumidora do condomínio. Quando a fatura das áreas comuns chega, esses créditos são abatidos do valor cobrado.

Não há instalação de painéis, não há obra, não há necessidade de aprovação técnica na distribuidora e não há custo de adesão. A ativação acontece em até 60 dias após a contratação.

Para entender como esse modelo funciona em detalhes, veja como a energia solar por assinatura opera e quais são as etapas do processo.

Os moradores também podem aderir individualmente

Além da conta das áreas comuns, cada morador pode assinar individualmente a energia solar por assinatura para a sua própria unidade. Nesse caso, cada apartamento tem sua própria adesão, vinculada ao CPF ou CNPJ do titular da conta de energia.

Isso significa que o síndico pode apresentar a solução em assembleia como uma opção disponível para o condomínio como um todo, para as áreas comuns, e também para os moradores que quiserem aderir individualmente às suas unidades.

Quem mora de aluguel também pode aderir, sem precisar de autorização do proprietário, já que o modelo não exige nenhuma modificação no imóvel. Para entender melhor esse ponto, veja o post sobre energia solar em apartamento e como funciona para quem não é dono do imóvel.

O que o síndico precisa verificar antes de decidir?

Independente do modelo escolhido, algumas verificações são importantes antes de apresentar qualquer proposta em assembleia:

Área de atendimento: a ClickLivre atende condomínios na área de concessão da CEMIG, em Minas Gerais. Se o condomínio está fora dessa região, o modelo de assinatura específico não se aplica.

Tipo de ligação das áreas comuns: a maioria dos condomínios residenciais tem ligação em baixa tensão para as áreas comuns, que é compatível com o modelo de assinatura. Condomínios maiores podem ter ligação em média tensão, o que exige verificação prévia.

Consumo mensal das áreas comuns: quanto maior o consumo, maior o impacto do desconto em valores absolutos. Um condomínio com fatura alta nas áreas comuns sente mais diferença do que um com consumo baixo.

Necessidade de assembleia: para o modelo de assinatura nas áreas comuns, a decisão pode ser tomada pelo síndico dentro de suas atribuições, sem necessidade de assembleia, já que não envolve obra nem benfeitoria permanente. Para instalação de painéis, a aprovação em assembleia é necessária.

Como apresentar a proposta para os condôminos?

Se o síndico decidir levar a proposta de energia solar para a assembleia, alguns pontos tornam a apresentação mais objetiva e convincente:

Mostrar o valor atual da fatura das áreas comuns e o desconto estimado com a assinatura. Explicar que não há obra, não há custo de adesão e não há risco de interrupção no fornecimento de energia. Deixar claro que a energia continua vindo da CEMIG normalmente, o que muda é o quanto o condomínio paga por ela. Apresentar o Click REC como benefício adicional para condomínios que têm interesse em comunicar sustentabilidade.

Uma apresentação objetiva, com números reais e sem promessas exageradas, tende a gerar menos resistência e mais aprovação.

Se você administra um condomínio em Minas Gerais e quer entender quanto é possível economizar na conta das áreas comuns, fale com um especialista da ClickLivre antes de levar qualquer proposta para a assembleia.

Fale com a ClickLivre pelo WhatsApp

FAQ

Condomínio pode assinar energia solar sem instalar painéis? 

Sim. O modelo de assinatura da ClickLivre não exige nenhuma instalação. O condomínio recebe créditos de energia solar compensados diretamente na fatura das áreas comuns.

Precisa de assembleia para contratar a assinatura de energia solar? 

Para o modelo de assinatura, que não envolve obra nem benfeitoria permanente, a decisão pode estar dentro das atribuições do síndico. Para instalação de painéis, a aprovação em assembleia é necessária.

Os moradores podem aderir individualmente? 

Sim. Cada unidade pode assinar separadamente, vinculada ao CPF ou CNPJ do titular da conta de energia, sem depender da decisão do condomínio.

Quem mora de aluguel pode aderir? 

Sim. O modelo não exige modificação no imóvel nem autorização do proprietário. Qualquer morador com ligação ativa na CEMIG pode contratar.

Quanto tempo leva para o desconto aparecer? 

A ativação acontece em até 60 dias após a contratação. A partir daí, os créditos passam a aparecer nas faturas mensais do condomínio.


Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *