Lâmpada acesa sendo iluminada pela luz do sol, simbolizando a transição energética e o crescimento das fontes renováveis no Brasil.

Oferta interna de energia no Brasil em 2024: 50% da matriz é renovável

Em 2024, a oferta interna de energia (OIE) no Brasil atingiu 322 Mtep, registrando um crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior. A participação das fontes renováveis na matriz energética brasileira alcançou um marco histórico: 50% de renovabilidade, índice muito superior à média mundial.

Esse avanço foi impulsionado pelo aumento da oferta de biomassa, biodiesel, e pelo forte crescimento da geração eólica e solar fotovoltaica. As fontes não renováveis permaneceram praticamente estáveis, com leve alta de 0,5%.

Geração elétrica: o avanço das renováveis

A oferta interna de energia elétrica no país também cresceu em 2024, um aumento de 39,7 TWh em relação a 2023. Os principais destaques são:

  • Participação das renováveis na matriz elétrica: 88,2% em 2024.
  • Geração solar fotovoltaica (centralizada e MMGD): 70,7 TWh, com capacidade instalada de 48.468 MW.
  • Geração eólica: 107,7 TWh e potência instalada de 29.550 MW.
  • Geração hidrelétrica: leve redução de 1% em relação a 2023.
  • Termelétricas: alta de 11,4%, totalizando 151,2 TWh, sendo 40,6% provenientes de biomassa.

Esses números reforçam o papel das energias solar e eólica como motores da transição energética brasileira.

Celebrando 50% de renováveis na matriz energética

Atingir 50% de fontes renováveis na oferta interna de energia marca uma conquista inédita no país. A trajetória que levou a esse resultado inclui:

  • A expansão da geração distribuída (solar, eólica e outras renováveis);
  • A estabilidade da hidráulica;
  • E a redução da dependência de combustíveis fósseis como petróleo, gás natural, carvão e coque.

Somadas, energia solar e eólica representaram 23,7% da geração total de eletricidade em 2024, consolidando o avanço dessas tecnologias na matriz elétrica nacional.

Micro e Minigeração Distribuída (MMGD): o protagonismo da solar

A Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) teve expansão recorde em 2024 e o Brasil instalou 35.892 MW de capacidade, um aumento de 36,6% sobre 2023. Desse total, 97% da geração veio da energia solar fotovoltaica, com pequenas parcelas provenientes de eólica, gás natural e outras fontes renováveis.

Esses dados mostram que a energia solar distribuída é o principal motor da descentralização da geração elétrica, criando oportunidades reais para consumidores, empresas e comunidades.

Lâmpada acesa sendo iluminada pela luz do sol, simbolizando a transição energética e o crescimento das fontes renováveis no Brasil.
Transição energética e o crescimento das fontes renováveis no Brasil.

Por que esses números importam?

  • Eficiência e competitividade: o consumo de energia cresceu menos que o PIB, reduzindo a intensidade energética do país.
  • Sustentabilidade e imagem: empresas que utilizam energia renovável fortalecem seus compromissos ESG.
  • Inovação e acesso democrático: a geração distribuída democratiza o uso de energia limpa.
  • Segurança energética: uma matriz diversificada com solar, eólica e biomassa reduz riscos e oscilações de preço.

O que vem a seguir

A capacidade instalada das renováveis deve continuar crescendo, impulsionada pela solar e eólica, com novas usinas e tecnologias de armazenamento. Os incentivos à geração distribuída e ao autoconsumo devem ampliar a participação de residências e pequenas empresas no setor. A cadeia de valor da energia renovável seguirá criando empregos, inovação e investimento no país.

Energia limpa em Minas Gerais e o papel da ClickLivre Energia

Com quatro anos de atuação, a ClickLivre Energia é referência em energia solar por assinatura em Minas Gerais. Sua missão é levar economia e sustentabilidade aos clientes por meio de uma conta de energia mais barata e limpa. 

Atualmente, a empresa gera energia renovável para cerca de 10 mil consumidores, por meio de fazendas solares distribuídas em várias regiões do estado, contribuindo para a expansão da energia solar na oferta interna de energia mineira.


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