Relatório de sustentabilidade: como incluir a origem da energia como indicador real?

Muitas empresas já produzem relatórios de sustentabilidade. Poucas conseguem fazer isso de forma que o documento seja levado a sério por quem realmente importa: investidores, auditores, clientes B2B e parceiros estratégicos.

Um dos pontos que mais compromete a credibilidade de um relatório é o tratamento superficial dado ao consumo de energia. Afirmar que a empresa “busca fontes mais limpas” ou “tem compromisso com a transição energética” sem nenhum dado verificável por trás não passa em due diligence e não convence quem entende do tema.

Incluir a origem da energia como indicador real, com metodologia clara e comprovação documental, é o que separa um relatório de fachada de um instrumento estratégico.

Por que a origem da energia é um indicador que importa?

Energia elétrica é uma das principais fontes de emissão indireta de qualquer empresa. No Brasil, a situação é favorável porque a matriz energética já tem alta participação de fontes limpas, mas isso não elimina a necessidade de reportar com precisão.

Os padrões internacionais de reporte, como o GRI, o CDP e o SASB, exigem que as empresas informem não apenas o quanto consomem, mas de onde vem essa energia. Esse dado alimenta o cálculo das emissões de escopo 2, que são as emissões indiretas geradas pelo consumo de eletricidade.

Sem saber a origem da energia, o relatório fica incompleto. E sem comprovação documental dessa origem, os dados podem ser questionados em auditoria.

Para entender melhor como funciona a transição energética no Brasil e o papel das fontes limpas nesse processo, vale conhecer o contexto mais amplo do setor.

O que o padrão GRI pede sobre energia?

O GRI é o padrão de reporte de sustentabilidade mais usado no mundo. Dentro dele, a série GRI 302 trata especificamente de energia e define o que as empresas precisam reportar.

Os principais indicadores são:

  • GRI 302-1: consumo de energia dentro da organização, separando fontes renováveis e não renováveis.
  • GRI 302-2: consumo de energia fora da organização, quando relevante para a operação.
  • GRI 302-3: intensidade energética, que relaciona o consumo com alguma métrica de negócio, como receita ou área construída.
  • GRI 302-4: redução do consumo de energia em relação a períodos anteriores.

Para preencher o GRI 302-1 corretamente, a empresa precisa saber exatamente quanto de energia consumiu e qual a origem de cada fonte. Se parte da energia vem de uma usina solar por meio de um modelo de assinatura, esse dado precisa estar documentado com um certificado de energia renovável rastreável, como o Click REC.

Como estruturar o indicador de energia no relatório?

A inclusão da origem da energia no relatório precisa seguir uma lógica de evidência. Não basta declarar o dado, é preciso mostrar de onde ele veio e como foi apurado.

Uma estrutura que funciona bem é organizar o indicador em três camadas:

  • Dado quantitativo: quanto de energia a empresa consumiu no período, em kWh ou MWh, separado por fonte. Por exemplo: X MWh de energia de origem solar e Y MWh de outras fontes.
  • Metodologia: como esse dado foi apurado. Se a energia solar vem de um modelo de assinatura com geração distribuída, explique que os créditos são registrados na fatura da distribuidora e comprovados por certificado.
  • Evidência documental: o certificado de energia renovável que comprova a origem declarada. Sem esse documento, o dado pode ser contestado.

Essa estrutura torna o indicador auditável e aumenta a confiabilidade do relatório como um todo.

Erros comuns que comprometem a credibilidade do relatório

Alguns padrões recorrentes enfraquecem a seção de energia nos relatórios de sustentabilidade. Vale conhecê-los para evitar.

Afirmações sem dado: dizer que a empresa “utiliza energia limpa” sem especificar quanto, de onde e com qual comprovação não atende aos padrões GRI e não passa em auditoria.

Confundir energia limpa com energia renovável: os dois conceitos se sobrepõem em muitos contextos, mas têm diferenças técnicas. O texto sobre energia limpa e energia renovável explica bem essa distinção e pode ajudar a definir o termo correto para o relatório.

Não separar escopos: emissões de escopo 1, 2 e 3 têm origens diferentes e precisam ser reportadas separadamente. A origem da energia elétrica afeta o escopo 2, não o escopo 1.

Usar médias do setor em vez de dados reais: alguns relatórios usam fatores de emissão médios da rede elétrica brasileira em vez dos dados reais da empresa. Se a empresa tem comprovação de origem limpa, usar a média subestima o avanço real.

Como a assinatura de energia solar simplifica esse processo?

Para empresas que ainda não têm clareza sobre a origem da sua energia, aderir a um modelo de assinatura com certificado incluído resolve dois problemas ao mesmo tempo: reduz o custo da energia e gera a documentação necessária para o relatório.

A ClickLivre oferece energia limpa por assinatura para empresas na área da CEMIG, em Minas Gerais, com emissão do Click REC como comprovante de origem. O certificado registra o volume de energia de origem solar compensada no período, com rastreabilidade que atende aos padrões de reporte ESG.

Isso significa que a empresa não precisa contratar uma consultoria separada para levantar os dados de energia. O próprio modelo de assinatura já entrega o indicador pronto para entrar no relatório.

Para entender como esse modelo funciona para empresas, veja como a energia solar por assinatura opera e quais são as condições de adesão.

O que fazer com o indicador depois que o relatório é publicado?

O relatório de sustentabilidade não deveria ser o único destino dos dados de energia. Uma vez que a empresa tem um indicador sólido e verificável, ele pode ser usado em outros contextos.

Apresentações para investidores, propostas comerciais para clientes com metas ESG, processos de licitação com critérios ambientais e comunicados de imprensa são canais onde esse dado tem valor. A diferença é apresentá-lo com a mesma precisão do relatório, sem generalizar ou exagerar.

Para aprofundar como comunicar esses resultados de forma estratégica, o post sobre como usar o certificado de energia renovável na comunicação da sua empresa traz exemplos práticos de aplicação.

Ter o indicador de energia bem estruturado no seu relatório começa pela escolha da fonte certa. A ClickLivre pode ajudar a sua empresa a dar esse passo.

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FAQ

O GRI exige que eu comprove a origem da energia? 

Sim. O GRI 302-1 pede que o consumo de energia seja reportado separando fontes renováveis e não renováveis, com metodologia clara. Um certificado de energia renovável rastreável é a forma mais robusta de comprovar esse dado.

Posso declarar que uso energia solar sem ter um certificado? 

Tecnicamente sim, mas o dado pode ser contestado em auditoria. Sem um documento que comprove a origem, a afirmação não tem respaldo verificável.

O Click REC atende aos requisitos do GRI? 

Sim. O Click REC é um certificado de energia renovável com rastreabilidade que pode ser usado como evidência no GRI 302-1 e em outros padrões de reporte ESG.

Emissões de escopo 2 são reduzidas com energia solar? 

Sim. Quando a energia consumida tem origem solar comprovada, o fator de emissão associado ao consumo de eletricidade cai, reduzindo as emissões de escopo 2 reportadas no inventário de gases de efeito estufa.

Qualquer empresa pode incluir esse indicador no relatório? 

Sim, desde que tenha os dados reais de consumo e a comprovação documental da origem. Empresas que assinam energia solar pela ClickLivre recebem o Click REC automaticamente, o que simplifica esse processo.


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